Escócia se torna o primeiro país do mundo a oferecer absorventes menstruais gratuitos

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Na última terça-feira (24) o parlamento escocês aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que define como dever legal de autoridades garantir que haja distribuição gratuita de absorvente menstruais, como absorventes e tampões para quem precisar. 

Após a decisão, a Escócia se tornou o primeiro país do mundo a oferecer a distribuição destes produtos de forma totalmente gratuita. O projeto de lei faz parte de um estudo conhecido como “Pobreza Menstrual” que existe desde 2016. 

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Apresentado pela parlamentar Monica Lennon, idealizadora do projeto de lei, é também a responsável por realizar campanhas sobre a “Pobreza Menstrual” no Reino Unido. Após aprovação do projeto, a expectativa é de que após 2 anos o projeto passe a funcionar.

Escócia se torna o primeiro país do mundo a oferecer absorventes menstruais gratuitos
Fonte: (Reprodução/Internet)

Pobreza Menstrual no Reino Unido

“Pobreza menstrual” é o termo usado para para definir a falta de recursos e acesso à produtos menstruais, como tampões e absorventes, considerados essenciais para quem convive com ciclo menstrual mensalmente. Ciclo este que pode durar cerca de 5 dias, em média, custando mais de oito libras por mês. 

Pesquisas realizadas entre mais de 2 mil pessoas em universidades, escolas e faculdades da Escócia relatou que uma em cada quatro pessoas tem dificuldade para acessar produtos menstruais. Pesquisas realizadas no Reino Unido também evidenciam o problema. 

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Segundo dados da mesma pesquisa realizada na Escócia, cerca de 10% das pessoas do Reino Unido não conseguiam comprar produtos menstruais, outros 15% possui dificuldade para comprá-los e 19% optaram por comprar produtos menos adequados, mas de baixo custo. 

Cenário mundial

O problema da pobreza menstrual atinge inúmeros países em todo o planeta, mas, atualmente, com a luta de movimentos feministas, já se é possível encontrar projetos de leis que buscam amenizar os impactos e auxiliar as pessoas que necessitam destes produtos, mas não possuem condições financeiras. 

Países como Quênia, Líbano, Austrália, Canadá, Índia, Colômbia, Malásia, Nicarágua, Jamaica, Nigéria, Uganda, Trinidad e Tobago já reduziram ou eliminaram impostos sobre estes produtos menstruais. 

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