Investigação da Amazon não indicou uso indevido de dados de vendedores

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A Amazon afirmou em carta enviada ao Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos EUA nesta semana, que investigações internas não encontraram violações referentes à política de proteção de dados de terceiros na plataforma de e-commerce da empresa.

O caso em questão remete a uma matéria do The Wall Street Journal, publicada em abril, onde ex-funcionários e vendedores da Amazon afirmaram que trabalhadores da empresa possuíam acesso a dados individuais de vendas de outras companhias.

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Segundo as denúncias, as informações eram utilizadas a fim de haver um aproveitamento estratégico para lançar produtos concorrentes, prática proibida por regras internas. O artigo revela dois episódios envolvendo a venda de almofadas de assentos de carros e organizadores de bagagem.

Investigação da Amazon não indicou uso indevido de dados de vendedores
Fonte: (Reprodução/Internet)

Segundo a Amazon, funcionário agiu legalmente 

Mesmo com as denúncias, o documento assinado pelo vice-presidente de políticas públicas da Amazon, Brian Husseman, afirmava que um dos ex-funcionários que supostamente violou as regras só poderia acessar dados agregados sobre o produto, o que concorda com a política da empresa.

Nesse caso, os dados agregados são informações de vendas do produto contendo o número de vários fornecedores. A empresa do bilionário Jeff Bezos acredita que a história do Wall Street Journal usa o termo dados de uma forma genérica para se referir a informações individuais de vendedores na plataforma.

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Empresas denunciadas seguem em atividade

Sobre os casos específicos divulgados no jornal, o Gigante do Varejo afirmou que empresas que alegaram práticas nocivas ainda operam na plataforma. Além disso, acredita que o volume de vendas do porta-malas do vendedor citado neste artigo seja superior ao dos produtos fornecidos pela própria Amazon.

“Quando a Amazon lançou seu organizador de porta-malas de marca própria em outubro de 2019, mais de 800 outros concorrentes estavam disponíveis na loja”, afirmou o documento.

Comitê considera investigação da Amazon como limitada

A carta em questão foi enviada dois dias antes do relatório final emitido pelo Congresso dos Estados Unidos trazer a público seu relatório finalizado composto por críticas aos comportamentos considerados como anticompetitivos por parte da Amazon, Google, Apple e Facebook.

Os documentos do subcomitê antitruste fizeram referência aos arquivos assinados por Husseman, porém declararam que a Amazon limitou sua investigação a apenas dois produtos, não sendo suficiente para anular os depoimentos de ex-funcionários e vendedores da plataforma digital.

Para Comitê, conclusões da equipe foram fortalecidas

O Comitê observou que as conclusões da equipe foram consistentes com os relatórios públicos sobre o uso indevido de dados do vendedor pela Amazon. O documento destacou um ex-funcionário anônimo da equipe de marketing da empresa que acusou a empresa de usar indevidamente dados privados para descobrir oportunidades de mercado.

A Amazon afirmou na carta que as políticas de proteção de dados da empresa parceira foram apoiadas por treinamento especializado, auditorias e investigações sobre alegações de violações das regras.

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