Ronaldinho Gaúcho deixa prisão no Paraguai – Entenda o caso

Já reparou que o Ronaldinho Gaúcho parece estar presente em todos os lugares, parece até o mestre dos magos, no sentido de aparecer quando menos se espera, até mesmo na abertura da Copa do Mundo da Rússia em 2018! Mas, em março ele se superou na surpresa.

Isso porque, ele foi pego com documentos falsos no Paraguai (como se ninguém soubesse quem ele é…), e foi preso, pois é, até na prisão ele apareceu. Mas, agora ele não está mais na prisão, e sim, em um hotel, ainda no Paraguai, mas, “um pouco” mais confortável.

Contudo, a frase do Roberto Carlos nunca fez tanto sentido como nesse início de 2020, “são tantas emoções…” que o caso do Ronaldinho Gaúcho acabou ficando em segundo plano, mas, quer entender um pouco mais sobre o caso?

Ronaldinho Gaúcho deixa prisão no Paraguai - Entenda o caso
Fonte (Reprodução/internet)

Vamos ver um pouco mais sobre a história do craque que fez história e sobre esse caso que aconteceu com ele no Paraguai?

Ronaldinho Gaúcho antes da prisão

Nascido em 21 de março de 1980 no estado do Rio Grande do Sul e desde novo mostrou aptidão para o mundo da bola, tanto que aos 7 anos de idade ele entrou no Grêmio Football Porto-Alegrense e com 17 anos, em 1997 já estava no profissional.

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E 2 anos depois de entrar no profissional, em 1999 ele já foi convocado para a seleção brasileira, foi um ano em que ele ganhou uma maior visibilidade, especialmente com seus 22 gols marcados e em 2001 ele foi para a Europa.

O craque começou sua carreira na Europa no Paris Saint-Germain, o mesmo time onde o menino Ney está jogando, mas, ele teve problemas fora da quadra e acabou ficando 6 meses sem jogar, devido a uma briga jurídica, o que não impediu que ele fosse para a Copa do Mundo no Japão em 2002, ano em que o Brasil foi pentacampeão.

Um ano depois da copa do mundo, em 2003, ele foi para o Barcelona, onde conquistou a liga dos campeões da Europa no ano de 2006 e o título de melhor jogador do mundo por dois anos seguidos, em 2004 e 2005. Mas, enquanto 2006 foi um ano bom para o “barça”, pra ele, nem tanto.

O retorno para o Brasil

Ainda em 2006, seu rendimento no Barcelona começou a cair, até que foi negociado para o Milan, onde já não teve uma atuação de tanto destaque, sendo um jogador mediano. Com o tempo ele até que foi melhorando, mas em 2011 voltou para o Brasil.

Em sua volta acabou atuando no Flamengo, mas, já não tinha o mesmo desempenho de quando jogava nos times europeus e, depois de muita polêmica, foi para o Atlético Mineiro, onde jogou até 2014 quando foi para um time mexicano, voltou para o Brasil em 2015 jogando pelo Fluminense, onde ficou até se aposentar, em 2018.

Caso Paraguai

Depois de uma carreira cheia de conquistas e vitórias, o aniversário dele esse ano foi comemorado atrás das grades, isso por que no dia 6 de março o Ronaldinho, seu irmão, Assis Moreira, e outras três pessoas foram presas por entrarem no Paraguai com documentos falsos.

Segundo o promotor do Paraguai, Federico Delfino, tanto o Ronaldinho como seu irmão estavam com um processo de naturalização abertos no país. Segundo o promotor, esse era um processo que envolvia um funcionário público do Paraguai.

Juntando um nome conhecido mundialmente, como é o caso do Ronaldinho Gaúcho, com um esquema envolvendo órgãos oficiais, qual o resultado? Exatamente, um caso com muita pressão, tanto que Alexis Penayo, diretor geral da Direção de Migrações se demitiu no dia 5 de março e saiu criticando o ministério pela demora no caso do Ronaldinho.

Ronaldinho sai da prisão

Pouco mais de um mês depois de ser preso, Ronaldinho Gaúcho foi liberado da prisão, mas, ainda não está em liberdade de fato. Ele pagou uma fiança de US$ 1,6 milhão, que valeu por ele e pelo irmão, e agora ambos estão em prisão domiciliar em um hotel.

A imprensa paraguaia divulgou que Ronaldinho e Assis, seu irmão, ficarão em quartos diferentes e, segundo o juiz Gustavo Amarilla, o hotel autorizou a prisão de ambos no local. O que faz sentido para o hotel, já que eles estão pagando uma diária aproximada de R$ 2 mil.

A investigação continua e, enquanto não houver resolução, eles estarão proibidos de deixar o hotel e, obviamente, o país. A menos que haja alguma liminar extraordinária da justiça local.

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