Anvisa emite alerta sobre 1º caso de “superfungo” registrado no Brasil

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Nesta segunda-feira (07), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), emitiu um alerta acerca da investigação de um possível caso de infecção causada por “superfungo” no Brasil. A alta taxa de mortalidade entre pacientes causa preocupação.

O fungo, identificado como Candida Auris, apresenta uma grande resistência à medicação e pode ser considerado fatal. Segundo informações, o fungo foi identificado em amostra de ponta de cateter de paciente internado em UTI na Bahia.

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Segundo a Anvisa, a amostra passará por uma série de estudos e análises antes que haja a confirmação oficial do caso. Mesmo assim, a mesma orientou sobre a delicadeza do caso e sobre a séria ameaça que pode se tornar para a saúde pública.

superfungo
Foto: Reprodução/internet

O “superfungo” pode ser um risco à saúde pública

O fungo, conhecido como Candida Auris, possivelmente encontrado em amostra de pacientes na Bahia é considerado um dos fungos mais perigosos e que apresentam alto risco à saúde pública. O primeiro caso foi registrado no Japão em 2009 no canal auditivo de uma paciente.

Segundo dados, o fungo é altamente resistente às medicações, sobrevive em ambientes hospitalares e pode ser fatal. Estima-se que infecções causadas pelo fungo apresentem uma taxa de óbitos entre 30 a 60% dos pacientes.

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Casos já foram identificados em diferentes países, como,  Israel, Índia, Venezuela, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, África do Sul, Quênia entre outros . Sendo na Venezuela, o primeiro caso registrado na América Latina, entre 2012 e 2013, que atingiu 18 pacientes.

C. Auris pode ser confundido com outras infecções

Uma das maiores preocupações acerca deste fungo, está na facilidade do mesmo ser confundido com outros tipos de infecção.

Ele pode ser facilmente confundido com uma espécie de leveduras, entre elas estão Saccharomyces cerevisiae e Candida haemulonii como publicado pela Anvisa esta semana.

O erro de diagnóstico, que pode acontecer facilmente, leva a tratamentos inadequados que podem piorar a situação de pacientes. A possibilidade de ter surgido no Brasil preocupa cientistas e médicos brasileiros.

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